domingo, 13 de novembro de 2011

A Teoria da ação comunicativa de Jürgen Habermas

 
Bases epistemológicas ou fontes teóricas principais



Lembrando o título da obra de Olgária Matos A escola de Frankfurt – luzes e sombras do iluminismo. As luzes do iluminismo brilharam tão intensamente que parece ter projetado sombras sobre o que veio posteriormente, o eclipse da razão, como disse Horkheimer.
 Depois do iluminismo a modernidade sofreu constantes ataques a sua estrutura. Tais ataques trouxeram a sensação de estarmos em um mundo sem sentido e justificação, o que nos conduziu ao polêmico debate da contemporaneidade, cujos grandes representantes foram os teóricos da escola de Frankfurt que elaboraram uma crítica a razão instrumental e, por conseguinte a sociedade industrial moderna.
A escola de Frankfurt ou o Instituto para Pesquisa Social surgiu em 1923 e foi marcado fortemente pelas condições políticas da época, como a ascensão do nazismo, A Segunda Guerra, O Milagre Econômico no pós-guerra e o stalinismo. Decepções históricas e esperanças revolucionárias como a Revolução Russa liderada por Lênin (1917) determinaram, em certo sentido, o matiz do pensamento dos frankfurtianos Horkheimer, Marcuse, Adorno entre outros.
Neste contexto surge a teoria crítica da Escola de Frankfurt a qual incorpora o pensamento de filósofos da tradição, tais como Hegel, Marx e Freud, e os coloca em tensão com os problemas daquela época, elaborando assim, em oposição a todo o pensamento da identidade, da não contradição, característico da filosofia desde Descartes, chamada pelos frankfurtianos Teoria Tradicional.
A Teoria Crítica de modo geral, acredita que a racionalidade que permeia a civilização industrial é podre em sua raiz, pois nasceu da necessidade humana de dominar a natureza, assim o capitalismo oriundo dessa sociedade é parte dos modelos fascistas de estado, assim pensava Horkheimer. Na obra Sociedade de uma dimensão, Marcuse diz que essa sociedade paralisou a crítica por meio do controle total, isto é, sem oposição. Tal sociedade regida pela tecnologia avançada a máquina produtiva se torna totalitária ao determinar as ocupações, habilidades e os comportamentos socialmente requeridos e também as aspirações individuais. De modo semelhante sustenta Theodor Adorno que a cultura contemporânea serve ao poder e impede à crítica a sociedade capitalista ao utilizar a indústria cultural para impor gostos, comportamentos, valores, necessidades, etc.
Percebe-se que esses pensadores nutrem certo pessimismo em relação à razão.  Ao contrário do artista espanhol Francisco Goya em sua obra O sono da razão, os frankfurtianos acreditam que a razão quando acordada igualmente produz monstros. Dessa forma o reencantamento pela vida perdido na tecnologia e no capitalismo poderá ser reencontrado por meio da arte.
Nessas águas emerge o pensamento de Jürgen Habermas, o herdeiro dos patriarcas da Escola de Frankfurt. Mas dessa herança, envolta em pessimismo o que permanece em Habermas de modo análogo parece ser o tema da Razão. Pois a razão e o projeto de modernidade recebem um tom mais otimista.
A teoria habermasiana localiza-se do ponto de vista epistemológico, e, segundo a compreensão do próprio autor, dentro da modernidade, levando-nos a concluir que suas bases fundamentais são de fato os fundamentos epistemológicos do pensamento moderno. Assim o ponto de partida para a compreensão desse pensador é uma análise do que se configurou chamar de pressupostos do pensamento moderno. A saber, a razão, liberdade, igualdade e agir humano.
Ao retornar as bases teóricas do pensamento moderno, um leitor desavisado pode ficar confundido ou com dificuldades de onde Habermas buscou os elementos para construir os conceitos teóricos, sobretudo o conceito de Ação Comunicativa, devido à densidade do seu pensamento e o amplo espectro de autores considerados clássicos do pensamento moderno por ele revisitados. Em suas obras por nós conhecidas são citados mais de 100 clássicos do pensamento moderno, muitas vezes retomando pensadores da antiguidade para discutir a configuração da própria modernidade, como por exemplo, o faz em sua obra Mudança Estrutural da Esfera Pública, para justificar a decadência da Burguesia e o deslocamento ocorrido entre o mundo do trabalho e o mundo da interação social.
Devido ao escopo do trabalho nos limitaremos a vislumbrar algumas das fontes epistemológicas dos temas e conceitos habermasianos em relação à tradição filosófica. Além da referência a Escola de Frankfurt, nos remeteremos Kant, Emile Durkheim,George Herbert Mead , Max Weber, Edmund Husserl, Talcott Parsons, Karl Popper e John  Searle.
Habermas ao elaborar sua filosofia, mantém alguns conceitos retirados da tradição filosófica, reformula outros, mas também elabora  conceitos próprios. Sua teoria emerge de diversas leituras de autores díspares. Ele cria uma conexão lingüística entre as formas mais desenvolvidas e mais refletidas das ciências sociais e os princípios filosóficos atuais, a intenção desse método proposto por Habermas, é tornar compatíveis linguagens teóricas distintas, segundo Reese-Schäfer. De acordo com esse estudioso da teoria habermasiana, os maiores equívocos cometidos em livros, artigos e conferencias sobre Habermas é não desenvolver a compreensão sobre o método se limitando a análise de figuras teóricas.
Com esse método Habermas elabora um verdadeiro sistema filosófico no qual analisa diversas áreas do saber como, comunicação, direito, epistemologia, ética, política, etc. Além de permitir o desenvolvimento de reflexões acerca de outros temas não abordados diretamente por ele, como é o caso da educação.
 Ao estudar a filosofia do pensador percebe-se que ele fez filosofia não somente ao refletir sua realidade a partir de categorias filosóficas, mas também por elaborar seus próprios conceitos. Além disso, a sociologia tem destaque na obra deste filósofo.
Dessa forma o ponto de partida da filosofia de Habermas parece ser a aposta no Projeto de Modernidade em oposição à proposta chamada de pós-modernismo. [1]
O projeto de modernidade pretende promover uma nova situação depois dos ataques a razão pós-ilumuinista em relação à razão. Para isso, faze-se necessário segundo Habermas uma “compreensão correta da tradição do esclarecimento”. (HABERMAS, apud, BANNELL, 2008, 19)
A historicidade e a contextualidade da razão, geralmente associada a crítica pós-moderna, é na verdade um princípio modernista. Essa dimensão histórica e contextualizada da razão “somente pode ser compreendida corretamente se reconhecermos a chamada “virada lingüística” da filosofia contemporânea. Que consiste em um insight de que somos seres lingüísticos e nos encontramos sempre na cultura e no mundo e nunca fora disso.[2]
Para demonstrar aspectos das origens das bases epistemológicas em Habermas destacam-se alguns conceitos e suas origens.

O conceito de racionalidade
A racionalidade tem destacada importância para a teoria, ela é a disposição de sujeitos aptos ao diálogo e a ação. A principal influencia para compreender desse conceito é a relação dessa com os conceitos de  história e a teoria social  apropriados a partir das análises de Weber e Marx.
Max Weber (1864-1920) pensou o processo de racionalização das sociedades ocidentais em dois processos o desencantamento do mundo e a posterior racionalização. Com isso, diagnostica-se as patologias sociais oriundas desse processo, que levaram a modernidade a “jaula de ferro” devido ao domínio da razão instrumental. A qual converte todas as operações culturais a critérios de eficiência e sucesso. Com isso gera-se um afastamento da ética e seus valores. Pois na visão weberiana existem dois tipos de ações a racional orientada para fins e a orientada para valores. No entanto, a ação que visa fins impera nesse modelo social.
Habermas parte dessas idéias elaboradas pelo compatriota Max Weber, essa visão um tanto pessimista da razão é questionada por Habermas por negar a possibilidade de reflexão critica da sociedade, por impedir o controle dessa dimensão negativa de racionalização da sociedade. Evitando assim, qualquer empreitada de uma sociedade mais racional em um sentido positivo orientada para a emancipação humana.
Dessa forma Habermas busca demonstrar que weber ao falar do desencantamento do homem ocorrido na idade média e a substituição deste modelo pela da racionalização das estruturas.  Ele se esquece que existe também a racionalização da ética e da cultura e não somente do poder. Assim utilizando a dialética Habermas também se opõe a Marx ao entender que o motor da evolução social é a produção e que o ato autogenerativo da espécie humana é o trabalho. Enquanto que para Weber esses equívocos, a saber, a não consideração da ética e da cultura, levaram a uma sucessão de enganos.
Por enquanto o conceito de racionalidade  apareceu mais no sentido de sobre o que se dá o processo de racionalização, poder ou cultura e ética. No entanto, o aspecto epistemológico, ou seja, o como ou onde ocorre a razão na teoria de Habermasiana remete ao pensamento de Kant. A construção do conceito de razão no filósofo em questão insere-se no espírito da crítica da razão kantiana, mas agora concebida como crítica da razão impura. O conceito central aqui é a reflexão principalmente a auto-reflexão da teoria sobre si mesma, ou seja, sobre suas próprias condições de possibilidade. Segundo Habermas essa nova configuração da razão Poe ser entendida como uma revitalização da noção kantiana do fato da razão.  (BANNELL, 2006)
O conceito de mundo da vida
O Lebenswelt é um conceito é emprestado da fenomenologia de Edmund Husserl (1859-1938) para este filósofo o mundo da vida é uma realidade rica, complexa que o próprio homem constrói, mas é também construído pela historia, linguagem, cultura, valores. No entanto por ser realidade não se pode entender como experiência sensível, pois é um ato de consciência e se refere ao mundo pré-científico e não pode ser entendido como um mundo das ciências físico objetivas. É um mundo a priori das ciências com o horizonte aberto ao futuro. O oposto de mundo da vida para Husserl é o mundo da tecnociência o equivalente para Habermas será o mundo do sistema. Para sair do niilismo gerado pelo capitalismo,  tecnologia, etc  que remete ao mundo do sistema, Habermas aposta no Lenbenswelt como um lugar para se construir um télos que se dará pela via da comunicação.
Aqui parece surgir na teoria habermasiana outra interface com a filosofia do  austríaco Karl Popper (1902-1994). Embora a influencia se apresente quase que na negação ao pensamento de Popper, Habermas foi praticamente o único entre os frankfurtianos a se ocupar com as exigências de cientificidade propostas por Popper. Além disso, os tipos de ação proposto por Habermas, ação teológica, reguladora, dramatúrgica e comunicativa se dão numa relação ator/mundo. E nesse sentido, a teoria dos Três Mundos popperiana aparece ao lado dos conceitos de mundo da vida de Husserl e de Durkheim.[3]
Esse conceito é também inspirado em Durkheim (1858-1917) quando o sociólogo sustenta o mundo da vida com uma condição de existência na integração social e que os problemas sociais vividos pela sociedade européia eram e natureza moral e não de fundo econômico. Nesse sentido o sociólogo parece identificar um problema comum ao fenomenólogo. Tal pano de fundo é percebido por Habermas e ambas as teorias se articulam para sustentar o que ele pretende que é contrapor a ingenuidade desejada e refletida do dia a dia ao imperativo do sistema social de funções. A colonização do mundo da vida é o ponto nevrálgico do seu diagnostico crítico época da teoria do agir comunicativo.
Esse conceito enfatiza aspectos importantes para a teoria do agir comunicativo tais como linguagem, cultura e ética, desvalorizando, em certo sentido a ciência. Desse modo, percebe-se a introdução de outro conceito, o agir comunicativo.[4]
O conceito do agir comunicativo
O comunicativo difere-se do agir finalista da razão instrumental devido ao fato de trazer consigo o momento do entendimento da livre dominação. Tudo o que age de modo comunicativo tem quatro pretensões: validade, inteligibilidade, verdade ou correção. Esta teoria do Agir comunicativo de Habermas tem bases espistemológica em Austin (1911-1960) e Searle (1932) a partir de sua teoria dos atos da fala. Aqui a função fundamental da linguagem não é descrever reflexivamente o mundo, mas comunicar. Por isso, o importante não é a analise das frases, mas sim os proferimentos. Isto é,  atos de emissão de frases realizadas por falantes para ouvintes em situações concretas Cujo desenvolvimento foi realizado pelo seu John Searle e desse modo, influenciou o projeto de Habermas.
Segundo David Ingran, comentador de Habermas, pode-se dizer que o sociólogo norte-americano Talcott Parsons (1902-1979) seja o teórico que mais influenciou a Teoria do Agir comunicativo. No que se refere a visão da tradição sociológica que sustenta a teoria de Habermas e o vocabulário  em que está formulada sua concepção da sociedade em dois níveis e a defesa feita por Habermas da interdependência metodológica da teoria crítica e do funcionalismo estrutural.
O conceito do agir comunicativo nos remete a outro problema na Teoria do agir Comunicativo, a ética do discurso visa alcançar uma racionalidade de valores que devem permear toda a comunicação interpessoal que respeite o outro e que queira solucionar problemas.
 Para alcançar isso, Habermas recorre a George Herbert Mead, sociólogo e psicólogo norte-americano (1863-1931), que embora pouco conhecido tem uma importante obra. Seus estudos versa sobre a compreensão da relação indivíduo, a construção do (self)  e sociedade. Segundo Mead, a tarefa do cientista é entender odas as parte de um conflito e tornar possível o alcance de um acordo entre todos. Dessa forma a saída para a crise social estaria em uma reforma social racional, fundada em uma discussão publica da qual deve originar soluções que beneficie a tudo e todos. E não em encontrar meios econômicos para determinados fins.
Mead foi precursor ao elaborar o modelo intersubjetivo do Eu socialmente produzido. A consciência não é como havia sido compreendido na tradição filosófica desde Descartes até Husserl, mas algo originário, inerente ao sujeito, disponível a ele, mas sim um fenômeno gerado comunicativamente. Nesse sentido ocorre a virada lingüística para o sujeito. (BANNELL, 2008)
Enfim podemos dizer ao lado de Bannell,  que a filosofia de Habermas inicia já nos seus estudos de Schelling, Mead, Durkheim, Parsons, Popper, Weber, Kierkegaard, Hannah arendt,  quando muitos destes  ainda eram pouco conhecidos na sociologia da época. Acolhendo teorias distintas e buscando na medida das possibilidades integrá-los a se pensamento. Também se pode destacar que a teria da ação comunicativa foi igualmente construída pela crítica, pelos grandes debates como a Disputa do Positivismo (1961-1968), a discussão do fascismo de esquerda com Rudi Dutschke, a controvérsia Habermas e Luhmann (1971), a crítica da Pós-modernidade ( 1980-1985), a polemica dos historiadores (1986-1987), a critica ao nacionalismo do Marco Alemão (1989-1990), a disputa sobre a engenharia genética com Peter Sloterdijk (1999).
Por volta de 1958 Horkheimer escreveu  a Adorno criticando Habermas e solicitando que este fosse gentilmente conduzido a terminar seus estudos fora de Frankfurt, (foi para  Marburg). O teor da crítica referia-se sua genialidade e a sua negatividade crítica
Tudo isso justifica o Vive Le streit! Dito por Bourdieu em seu aniversário.




Referências:
                    BANNELL, Ralph I. Habermas e a educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
COSTA, Claudio. Filosofia da Linguagem. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.
MATOS, Olgária. A escola de Frankfurt – luzes e sombras do iluminismo. São Paulo: Moderna, 2003.
REESE-SCHÄFER, Walter. Compreender Habermas. Petrópolis: Rio de Janeiro, Vozes, 2008.
                   HABERMAS, Jurgen. Teoria de Ia acción comunicativa. Madrid: Taurus, 1999. Trechos selecionados.

HUSSERL. A crise da humanidade européia e a filosofia. Porto Alegre: EDIPUC, 2002.
SOUZA, Souza Renato. George Herbert MeadContribuições para uma psicologia social. Endereço: http://www.sapientia.pucsp.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=3980






[1] Entende-se sistema filosófico, simplesmente porque Habermas analisa diversas áreas, mas isso não implica em dizer que seu pensamento seja um sistema fechado que almeja explicar todas as coisas  somente a parir de um ponto. E é também por isso a notoriamente conhecido mundialmente como um dos maiores filósofos vivos, cuja obra nada deixa a dever aos demais filósofos da tradição.
[2] Em recente entrevista concedida em comemoração a seu octogésimo aniversário, Habermas reafirmou que o cerne de sua filosofia esta na virada lingüística.  (também chamado de giro lingüístico).
[3] A teoria do conhecimento de Popper considera a existência de  três mundos que formam a figura de uma pirâmide. O Mundo 1) é objetivo e constituído pelos objetos ( como os artefatos construídos pelo homem e os seres vivos) e estados físicos. O Mundo 2) é subjetivo e formado pelos conteúdos interiores (estruturas mentais) e conhecimento. Já o Mundo 3, embora seja  oriundo da mente humana, sua existência independente dos seus criadores. Ele é constituído pelos conteúdos de pensamento ou pelo conhecimento objetivo e faz parte dele toda a cultura humana, a saber, os mitos, as teorias científicas, os argumentos críticos, a matemática, etc.
 Desta forma, o conhecimento científico pertence ao mundo 3 pois uma vez que existência própria, é distinto do sujeito (a consciência que busca o conhecimento) e se concretiza em sistemas teóricos contidos em livros sendo, portanto, um tipo de conhecimento objetivo. Assim teorias cientificas dão válidas devido ao seu  efeito direto ou indireto no mundo 1 e independem dos outros dois mundos. Esta independência do mundo 3 pode ser explicada ao se considerar que embora estas teses sejam propostas pelo homem, elas geram conseqüências não-pretendidas e muitas vezes desconhecidas. Tal idéia difere-se do subjetivismo kantiano, O qual afirma que os problemas epistemológicos devem ser discutidos com base em uma análise de aspectos subjetivos do sujeito, levando em conta processos psicológicos do ato de pensar e não reconhecendo o conhecimento como dotado de existência própria.
Outro aspecto do pensamento popperiano que aproxima do de Habermas está a confiança no diálogo e na razão. Embora existam diferenças profundas na forma que isso correrá.


[4] Habermas fundamenta seu conceito de mundo da vida em termos de teoria da comunicação recorrendo aos manuscritos de Alfred Schütz. Este por sua vez  bebe na fonte de Durkheim e Weber.
 Ana Souto

Um comentário:

  1. Sobre essa charge que ilustra o pensamento habermasiano eu diria que a frase: Contra os fatos não há argumentos, não procede na perspectiva de Habermas, pois o mundo dos fatos não existe se não pudermos contar os fatos para outros e para nós mesmos e, por isso, há versões. Os fatos só existiram numa ação comunicativa.

    ResponderExcluir